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Saiba o que os executivos C-level fazem, os cargos mais comuns do C-suite e 10 hábitos baseados em pesquisas que impulsionam seu sucesso.
O que é um Executivo de Nível C?
Um executivo de nível C, também conhecido como executivo do C-suite, é um dos líderes de escalão mais alto em uma organização, responsável por definir a estratégia da empresa e tomar decisões que afetam todo o negócio. O “C” significa “Chief” (Chefe), e esses cargos respondem diretamente ao conselho de administração. Entender o que os executivos de nível C fazem — e como operam — pode ajudá-lo a navegar pelas hierarquias corporativas, comunicar-se com líderes seniores e construir os hábitos que impulsionam o sucesso em nível executivo.
Um estudo da Harvard Business School realizado pelos professores Michael Porter e Nitin Nohria acompanhou 27 CEOs de empresas de bilhões de dólares, registrando o tempo em incrementos de 15 minutos ao longo de 60.000 horas de dados. Os resultados pintam um quadro vívido da vida no topo:
- Os CEOs realizaram negócios em 79% dos dias de fim de semana
- Eles trabalharam em 70% dos dias de férias
- Eles trabalharam em média 62,5 horas por semana
- Eles dormiram em média 6,9 horas por noite
Esses números levantam uma questão que vale a pena explorar: quais hábitos permitem que os executivos de nível C sustentem esse ritmo — e ainda tomem decisões eficazes?
Este guia abrange os cargos de nível C mais comuns (além de funções emergentes), a hierarquia corporativa que os cerca e 10 hábitos baseados em pesquisas que separam os executivos mais eficazes dos demais.
Os Cargos de Nível C Mais Comuns
Embora existam dezenas de títulos no C-suite, aqui estão as funções principais que você encontrará na maioria das grandes organizações:
Chief Executive Officer (CEO) - Diretor Executivo
O CEO é o executivo de mais alto escalão em uma empresa, responsável pela estratégia geral, visão e por servir como a face pública da organização. Os CEOs tomam decisões de alto risco sobre a direção da empresa, reportam-se ao conselho de administração e definem o tom para a cultura de toda a organização.
CEOs conhecidos incluem Satya Nadella (Microsoft), Tim Cook (Apple) e Mary Barra (General Motors).
Chief Operating Officer (COO) - Diretor de Operações
O COO é tipicamente o segundo executivo mais alto, responsável pelas operações diárias e pela execução da visão estratégica do CEO. Os COOs supervisionam o recrutamento, a produção, as operações de receita e a coordenação entre departamentos. Pense no COO como a pessoa que garante que a estratégia seja realmente implementada na prática.
Chief Financial Officer (CFO) - Diretor Financeiro
O CFO lidera todo o planejamento financeiro, gestão de riscos, relatórios financeiros e conformidade. Eles aconselham o CEO sobre riscos e oportunidades financeiras, gerenciam o portfólio e a contabilidade da empresa e garantem a conformidade regulatória. Em empresas públicas, o CFO desempenha um papel crítico nas relações com investidores e na transparência financeira.
Chief Technology Officer (CTO) - Diretor de Tecnologia
O CTO foca na tecnologia voltada para o exterior, desenvolvimento de produtos e P&D. Eles avaliam tecnologias emergentes, decidem quais a empresa deve adotar e garantem que a infraestrutura tecnológica suporte os objetivos estratégicos da empresa. Em empresas menores, as funções de CTO e CIO são frequentemente combinadas.
Chief Marketing Officer (CMO) - Diretor de Marketing
O CMO é o executivo responsável por conectar a empresa aos seus clientes. Eles lideram a estratégia de marca, supervisionam as operações de marketing e trabalham ao lado do CEO e do conselho para impulsionar o crescimento. Os CMOs gerenciam equipes de diretores e gerentes seniores em posicionamento de marca, experiência do cliente, pesquisa de mercado e iniciativas de geração de receita.
Chief Content Officer (CCO) - Diretor de Conteúdo
O CCO supervisiona toda a estratégia de conteúdo e produção de mídia — desde postagens em blogs e anúncios até vídeo e áudio. Eles acompanham métricas de desempenho, coordenam equipes de conteúdo e garantem que todo o material publicado esteja alinhado com a voz da marca e os objetivos de negócio.
Chief Information Officer (CIO) - Diretor de TI
O CIO lidera a tomada de decisões de TI interna e gerencia equipes de especialistas em TI que implementam a infraestrutura digital. Ao contrário do CTO (que foca externamente nos produtos), o CIO foca internamente — melhorando processos, sistemas e automação internos para que a empresa funcione sem problemas.
Chief Human Resources Officer (CHRO) ou Chief People Officer (CPO) - Diretor de RH ou de Pessoas
O CHRO comanda todas as funções de recursos humanos: aquisição de talentos, treinamento de funcionários, estratégia de retenção, iniciativas de diversidade e caminhos de desenvolvimento de carreira. Eles garantem que a empresa atraia e mantenha os melhores talentos, construindo uma cultura de local de trabalho onde as pessoas queiram ficar.
Funções Emergentes no C-Suite
O C-suite está em expansão. De acordo com uma pesquisa da Deloitte, as funções do C-suite relacionadas a questões ambientais, sociais e de governança cresceram 230% entre 2018 e 2023. Novos títulos incluem:
- Chief AI Officer (CAIO): Lidera a estratégia de IA, implantação ética e integração entre departamentos. Um estudo do Futurum Group descobriu que 77% das decisões de IA são agora tomadas por executivos do C-suite.
- Chief Sustainability Officer (CSO): Impulsiona a estratégia ESG, redução de carbono e metas de sustentabilidade.
- Chief Data Officer (CDO): Supervisiona a governança de dados, análise e privacidade.
- Chief Information Security Officer (CISO): Gerencia a segurança cibernética e a proteção de dados.
Quais São os Níveis da Hierarquia de Cargos?
Os executivos de nível C estão no topo de uma estrutura corporativa mais ampla. Veja como os níveis geralmente se dividem:
| Nível | Exemplos de Títulos | Foco |
|---|---|---|
| Nível C | CEO, CFO, COO, CTO, CMO | Estratégia de toda a organização |
| Nível V (Vice-presidentes) | EVP, SVP, VP | Grandes divisões ou unidades de negócio |
| Nível D (Diretores) | Diretor, Diretor Sênior | Departamentos funcionais |
| Nível B (Gerentes) | Gerente, Gerente Sênior, Líder de Equipe | Execução diária e gestão de pessoas |
| Contribuidores Seniores | Analista Sênior, Engenheiro Líder | Trabalho individual de nível especialista |
| Contribuidores de Nível Médio | Analista, Coordenador, Especialista | Execução de tarefas principais |
| Nível de Entrada | Associado, Assistente, Júnior | Aprendizado e suporte |
O nível C é superior ao VP? Sim. Os executivos de nível C superam os vice-presidentes em hierarquia. Os VPs geralmente se reportam aos executivos do C-suite ou ao conselho. Um EVP (Vice-presidente Executivo) é superior a um VP padrão, mas ainda está abaixo do nível C.
Qual é o próximo cargo após Diretor? Vice-presidente. Esse salto é frequentemente descrito como um grande salto, em vez de um simples passo à frente — ele marca a transição da gestão departamental para a liderança executiva.
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Quanto Ganham os Executivos de Nível C?
A remuneração do C-suite varia enormemente de acordo com o tamanho da empresa, o setor e a função. Aqui está um panorama geral:
Grandes empresas públicas (S&P 500):
- CEO: Remuneração total média de aproximadamente US$ 18,9 milhões (incluindo ações). A proporção salarial entre CEO e trabalhador atingiu 285:1.
- CFO/COO: Aproximadamente US$ 3–10 milhões no total.
- CTO/CMO: Aproximadamente US$ 2–8 milhões no total.
Empresas de médio porte:
- CEO: US$ 300 mil – US$ 2 milhões (mais focado em dinheiro, menos em ações).
- Outros cargos do C-suite: US$ 200 mil – US$ 500 mil.
Mais de 65% da remuneração executiva da Fortune 500 é baseada em ações (opções de ações e RSUs), não em salário em dinheiro. Isso significa que a remuneração total está fortemente ligada ao desempenho da empresa.
10 Hábitos de Executivos de Nível C de Sucesso
O que separa os líderes mais eficazes do C-suite dos demais? Abaixo estão 10 hábitos baseados em pesquisas extraídos de estudos com executivos reais.
#1. Use a Roda de Objetivos para um Planejamento Equilibrado
Executivos de sucesso não apenas definem metas — eles definem metas equilibradas em todas as áreas de suas vidas. A ferramenta que muitos usam é chamada de Roda de Objetivos (também conhecida como Roda da Vida), uma autoavaliação visual que evita a visão de túnel.
Como construir sua Roda de Objetivos:
- Desenhe um círculo dividido em 8 segmentos, cada um representando uma área da vida: Carreira, Saúde, Finanças, Relacionamentos, Lazer, Crescimento Pessoal, Ambiente Físico e Família.
- Avalie sua satisfação em cada área de 1 (centro) a 10 (borda externa).
- Conecte os pontos para ver a forma — uma roda desequilibrada revela onde sua vida está fora de sintonia.
- Defina metas para as 2 a 3 áreas com menor pontuação para “arredondar” a roda.
Aqui está o detalhe: uma pesquisa da psicóloga da NYU Gabriele Oettingen descobriu que simplesmente fantasiar sobre o sucesso pode, na verdade, minar sua motivação. Quando você imagina vividamente alcançar um objetivo, seu corpo relaxa como se você já tivesse cruzado a linha de chegada — sua pressão arterial cai e sua energia diminui.
A solução é uma técnica chamada WOOP (Wish, Outcome, Obstacle, Plan - Desejo, Resultado, Obstáculo, Plano):
- Wish (Desejo): Nomeie seu objetivo em poucas palavras.
- Outcome (Resultado): Imagine vividamente o melhor resultado possível.
- Obstacle (Obstáculo): Identifique a principal barreira interna (medo, procrastinação, dúvida).
- Plan (Plano): Crie uma resposta “se-então”: “Se [obstáculo ocorrer], então eu vou [ação específica]”.
Pesquisas mostram que estudantes que usaram o WOOP quase triplicaram seu tempo de estudo em comparação com um grupo de controle. A técnica funciona porque combina sua visão de sucesso com um olhar realista sobre o que está no caminho.
Passo de Ação: Desenhe sua Roda de Objetivos hoje. Escolha a área com menor pontuação e aplique o WOOP nela antes do final da semana.
#2. Leia com Intenção
Bill Gates lê cerca de 50 livros por ano. Warren Buffett estima que passa cerca de 80% do seu dia de trabalho lendo e pensando. Um estudo com CEOs do S&P 500 descobriu que metade lê diariamente de 20 minutos a 5,5 horas, com 75% preferindo sessões de leitura matinais.
Mas o hábito não é sobre volume — é sobre intenção. Veja como os principais executivos abordam a leitura:
- Seja específico para a carreira. Se você está em uma área que muda rapidamente, como segurança cibernética, IA ou finanças, o tempo dedicado à leitura o mantém à frente de mudanças que os concorrentes perdem.
- Corte leituras de baixo valor impiedosamente. O tempo gasto com notícias negativas ou rolagem sem rumo é tempo roubado de livros que aguçam seu pensamento.
- Use audiolivros estrategicamente. Pesquisas sugerem que audiolivros podem ser quase tão eficazes quanto a leitura para a compreensão — desde que você não esteja fazendo várias tarefas ao mesmo tempo. Ler no papel pode lhe dar uma ligeira vantagem para a memorização, então use audiolivros para materiais mais leves e reserve o impresso para conteúdos que você precisa lembrar.
- Substitua o tempo de tela à noite por um livro. Essa única troca geralmente aumenta drasticamente o número de páginas lidas por semana, ao mesmo tempo em que melhora a qualidade do sono.
Passo de Ação: Defina uma meta de leitura diária de 10 minutos ou 2 páginas. Comece amanhã de manhã antes de checar seu telefone.
#3. Aplique a Regra de Decisão de 70%
Em sua carta aos acionistas de 2016, Jeff Bezos compartilhou um princípio que mudou a forma como a Amazon toma decisões: aja quando tiver cerca de 70% das informações que gostaria de ter.
A lógica é contraintuitiva. A maioria das pessoas espera até se sentir 90% segura antes de decidir. Mas Bezos argumenta que esperar por uma quase certeza o torna perigosamente lento:
“Se você é bom em corrigir o curso, estar errado pode ser menos dispendioso do que você pensa, enquanto ser lento certamente será caro.”
A distinção fundamental é entre dois tipos de decisões:
- Tipo 1 (irreversíveis): Grandes compromissos como aquisições, demissões ou saídas de mercado. Estes merecem uma análise profunda e mais informações.
- Tipo 2 (reversíveis): A maioria das decisões diárias — contratar para uma função, testar um novo processo, lançar um recurso. Estas podem ser corrigidas no percurso, então a velocidade importa mais do que a perfeição.
O CEO Genome Project, que analisou mais de 17.000 executivos do C-suite, confirmou isso: a capacidade de decisão foi um dos quatro comportamentos centrais que previram o sucesso do CEO. CEOs de alto desempenho não tomavam decisões melhores — eles tomavam decisões mais rápido e corrigiam o curso quando necessário.
Passo de Ação: Na próxima vez que você estiver travado em uma decisão, pergunte: “Isso é reversível?” Se sim, defina um prazo de 24 horas para decidir com as informações que você tem.
#4. Aproveite o Efeito Iniciante
Subir a escada corporativa leva tempo — o CEO Genome Project descobriu que o CEO médio leva 24 anos desde o seu primeiro emprego até o escritório principal. Mas aqui está o que é surpreendente: apenas 7% dos CEOs de sucesso frequentaram escolas da Ivy League, e os “velocistas” que chegaram lá mais rápido compartilhavam um traço comum — eles buscavam ativamente novas perspectivas.
Iniciantes trazem algo que os executivos não conseguem fabricar: pensamento não filtrado. Eles ainda não aprenderam o que é “impossível”, então fazem perguntas que os veteranos pararam de fazer anos atrás.
Os melhores executivos de nível C cultivam isso ativamente. Quando Satya Nadella assumiu como CEO da Microsoft, ele substituiu a cultura de “sabe-tudo” da empresa por uma cultura de “aprende-tudo”. Seu primeiro e-mail para toda a empresa usou a palavra “nós” 45 vezes e “eu” apenas 4 vezes — sinalizando que as melhores ideias poderiam vir de qualquer pessoa.
Seja você um iniciante ou um líder sênior, a aplicação é a mesma:
- Se você está no início da carreira: Não fique calado nas reuniões. Sua perspectiva fresca é exatamente o que os líderes experientes precisam.
- Se você é um gerente ou executivo: Peça regularmente aos membros juniores da equipe sua opinião não filtrada sobre os problemas. Crie canais onde o feedback honesto flua livremente.
Passo de Ação: Esta semana, pergunte a alguém com menos experiência que você: “Qual é uma coisa sobre como fazemos as coisas que não faz sentido para você?”
#5. Proteja Suas Horas de Pico
Tim Cook acorda antes das 4 da manhã. O CEO do JPMorgan começa às 5 da manhã. Cerca de 64% dos CEOs dos EUA acordam até as 6 da manhã, e quase 90% já estão de pé às 7 da manhã.
Mas a lição real não é sobre acordar cedo. É sobre proteger suas horas mais produtivas — independentemente de quando elas ocorram.
Pesquisas sobre ritmos circadianos mostram que o sono é mais restaurador quando se alinha com o relógio natural do seu corpo, que é influenciado pelo seu cronotipo. Algumas pessoas são biologicamente programadas para as manhãs cedo; outras fazem seu melhor trabalho tarde da noite. Forçar-se a seguir o cronograma de outra pessoa pode ser contraproducente — levando ao ganho de peso, pensamento confuso e redução do desempenho.
O que realmente importa:
- Identifique seu cronotipo. Quando você se sente naturalmente mais alerta e criativo? Essa é a sua janela de pico.
- Proteja essa janela impiedosamente. Reserve-a para o seu trabalho mais importante e cognitivamente exigente. Sem reuniões, sem e-mail, sem interrupções.
- Mantenha um cronograma consistente. O estudo de CEOs de Harvard descobriu que a consistência — e não um horário específico de acordar — era o fio condutor entre os executivos de alto desempenho.
Passo de Ação: Monitore seus níveis de energia a cada 2 horas por uma semana. Observe quando você se sente mais aguçado. Em seguida, bloqueie essa janela em seu calendário como “Tempo de Foco” e defenda-a.
#6. Agende Pausas de Lazer Produtivas
A produtividade não vem de trabalhar sem parar. Uma meta-análise na PLOS ONE analisando mais de 2.300 participantes descobriu que micro-pausas de menos de 10 minutos aumentam significativamente a energia e reduzem a fadiga — e o efeito é mais forte para tarefas criativas.
Por quê? Quando você se afasta do trabalho focado, seu cérebro ativa a Rede de Modo Padrão — o sistema neural responsável pela resolução criativa de problemas, fazendo conexões inesperadas e consolidando a memória.
Stuart Brown, fundador do National Institute for Play, passou décadas estudando o lazer em adultos e descobriu que a privação de lazer leva ao humor sombrio, otimismo corroído e incapacidade de sustentar a criatividade.
Um estudo de Stanford descobriu que caminhar aumentou a produção criativa em cerca de 60% — mesmo em uma esteira em uma sala sem janelas. O movimento em si desbloqueia a criatividade, não o cenário.
Aqui estão ideias de pausas de lazer que funcionam em um ambiente profissional:
- Faça uma caminhada de 10 minutos entre as reuniões
- Mantenha um bloco de desenho para 5 minutos de rabiscos
- Faça 10 polichinelos ou um alongamento rápido
- Jogue um jogo de palavras de 3 minutos ou um desafio de curiosidades
- Quique uma bola de tênis contra a parede enquanto pensa em um problema
Passo de Ação: Defina um cronômetro recorrente para cada 90 minutos de trabalho focado. Quando ele tocar, faça uma pausa de lazer de 5 a 10 minutos antes de sua próxima tarefa.
#7. Construa um Ciclo de Feedback Positivo
Pesquisas mostram consistentemente que as emoções positivas ampliam seu pensamento e constroem recursos psicológicos de longo prazo — um conceito que a psicóloga Barbara Fredrickson chama de teoria “ampliar e construir”. Executivos que mantêm uma perspectiva positiva não apenas se sentem melhor — eles tomam decisões mais criativas e constroem equipes mais fortes.
O estudo de CEOs de Harvard descobriu que os CEOs mais eficazes passavam 46% do seu tempo com subordinados diretos em quem confiavam — cercando-se de pessoas que os energizavam em vez de drená-los.
Veja como construir seu próprio ciclo de feedback positivo:
- Cerque-se de pessoas orientadas para o crescimento. Audite seus cinco contatos mais frequentes. Eles te energizam ou te drenam?
- Pratique o exercício “Três Coisas Boas”. Todas as manhãs, nomeie três coisas pelas quais você é grato. Pesquisas mostram que essa prática simples aumenta mensuravelmente o bem-estar ao longo do tempo.
- Substitua as entradas de informações negativas. Troque 30 minutos de “doomscrolling” (consumo excessivo de notícias negativas) por um livro ou podcast que lhe ensine algo útil.
Passo de Ação: Hoje à noite, escreva três coisas específicas que correram bem hoje. Faça isso por uma semana e observe a mudança.
#8. Exercício como um Item Não Negociável
O estudo IZA de CEOs do S&P 500 descobriu que metade se exercitava diariamente, com média de 48 minutos por sessão — principalmente cardio matinal. O estudo de CEOs de Harvard descobriu que os executivos faziam em média 45 minutos de exercício por dia. Os pesquisadores concluíram: “Para sustentar a intensidade do trabalho, os CEOs precisam treinar — assim como os atletas de elite fazem.”
Isso não é apenas sobre saúde física. O exercício melhora a função executiva — as habilidades cognitivas mais críticas para o trabalho de nível C: tomada de decisão, memória de trabalho e regulação emocional.
O padrão não é um tipo específico de exercício — é a consistência. Escolha algo que você realmente fará cinco dias por semana, seja uma corrida matinal, uma caminhada na hora do almoço ou uma aula de ioga à noite.
Passo de Ação: Bloqueie 30 minutos em seu calendário amanhã para movimento. Trate isso como uma reunião com seu cliente mais importante — não negociável.
#9. Agende um “Tempo para Pensar”
Este pode ser o hábito mais contraintuitivo desta lista. Enquanto a maioria dos profissionais lota seus calendários de ponta a ponta, os executivos mais eficazes agendam deliberadamente blocos de nada.
Jeff Weiner, que fez o LinkedIn crescer de 32 milhões de membros para mais de 560 milhões como CEO, chamou o tempo de reserva de “a ferramenta de produtividade individual mais importante” que ele usou. Ele bloqueava de 90 minutos a 2 horas de tempo não programado todos os dias — e quando os colegas viram seu calendário pela primeira vez, pensaram que o Outlook estava quebrado.
Bill Gates levou isso mais longe com suas famosas “Semanas de Pensamento” — retiros semestrais em uma cabana isolada onde ele lia até 112 artigos em sete dias com zero distrações. Seu memorando “Internet Tidal Wave” de 1995, que mudou toda a estratégia da Microsoft, veio diretamente de uma dessas semanas.
O estudo de CEOs de Harvard apoia isso: os CEOs mais eficazes passavam 43% do seu tempo em atividades proativas e orientadas por uma agenda, em vez de reagir ao que quer que caísse em sua mesa.
Como começar:
- Bloqueie um slot de 30 minutos de “Tempo para Pensar” em seu calendário esta semana.
- Trate-o como não negociável — sem reuniões, sem e-mail, sem telefone.
- Use-o para reflexão estratégica: Qual é a maior oportunidade que você está perdendo? Qual problema continua recorrente?
- Expanda gradualmente para 60 a 90 minutos à medida que o hábito se consolidar.
Passo de Ação: Abra seu calendário agora mesmo e bloqueie 30 minutos de Tempo para Pensar para amanhã.
#10. Adote uma Mentalidade de Crescimento (Não Há Linha de Chegada)
O CEO Genome Project identificou quatro comportamentos centrais que preveem o sucesso do CEO, conhecidos como o modelo DARE:
- Decisiveness (Decisão): Tomar decisões rapidamente com informações incompletas.
- Adaptability (Adaptabilidade): Ajustar a estratégia quando as circunstâncias mudam.
- Reliability (Confiabilidade): Cumprir consistentemente os compromissos.
- Engagement (Engajamento): Alinhar as equipes em torno de uma visão convincente.
Observe o que está faltando: perfeição. Os executivos mais bem-sucedidos não buscam um histórico impecável. Eles buscam a melhoria contínua.
Os pesquisadores do CEO Genome descobriram que os “velocistas” — executivos que chegaram ao C-suite mais rápido que a média — usaram três catapultas de carreira específicas:
- Ir Pequeno para Ficar Grande: Assumir uma função em uma empresa menor para ter uma responsabilidade mais ampla (60% dos velocistas fizeram isso).
- Dar um Grande Salto: Dizer sim a uma função para a qual não se sentiam preparados.
- Herdar uma Grande Bagunça: Assumir voluntariamente divisões falidas ou situações de recuperação (turnaround).
Cada um desses movimentos envolve desconforto e risco. Esse é o ponto. O crescimento acontece na borda da sua zona de conforto, não no centro dela.
Passo de Ação: Identifique uma oportunidade de “desafio” disponível para você agora — um projeto que ninguém quer, uma função multifuncional, uma apresentação para a liderança sênior. Voluntarie-se para isso esta semana.
Perguntas Frequentes
Quais são todos os cargos de nível C?
Os cargos de nível C mais comuns são CEO (Diretor Executivo), COO (Diretor de Operações), CFO (Diretor Financeiro), CTO (Diretor de Tecnologia), CIO (Diretor de TI), CMO (Diretor de Marketing), CHRO (Diretor de Recursos Humanos) e CCO (Diretor de Conteúdo ou Conformidade). Funções emergentes incluem CAIO (Diretor de IA), CSO (Diretor de Sustentabilidade), CDO (Diretor de Dados) e CISO (Diretor de Segurança da Informação).
Qual é a diferença entre nível C e C-suite?
Eles significam a mesma coisa. “Nível C” refere-se ao escalão desses executivos (nível de Chefe), enquanto “C-suite” refere-se ao grupo coletivamente — como na “suíte” de diretores Chefes que lideram a organização. Ambos os termos são usados de forma intercambiável nos negócios.
A quem os executivos de nível C se reportam?
Os executivos de nível C reportam-se ao conselho de administração. O conselho fornece supervisão, define políticas de alto nível, contrata e avalia o CEO, aprova orçamentos e estratégias e garante a conformidade com os regulamentos. O CEO então gerencia as operações diárias e se comunica de forma transparente com o conselho.
Como você se comunica com executivos de nível C?
Vá direto ao ponto — apresente sua conclusão ou recomendação primeiro e depois forneça os dados de apoio. Os executivos de nível C passam 72% do seu tempo em reuniões, portanto, respeite o tempo deles sendo conciso. Use dados para apoiar seus pontos, enquadre os problemas em termos de impacto nos negócios (receita, risco, vantagem competitiva) e venha preparado com um pedido ou recomendação clara.
Como você pode se tornar um executivo de nível C?
O caminho médio para se tornar CEO leva cerca de 24 anos, de acordo com o CEO Genome Project. No entanto, os “velocistas” que chegam lá mais rápido tendem a usar três catapultas de carreira: assumir uma função em uma empresa menor para ter uma responsabilidade mais ampla, dizer sim a uma função para a qual não se sentem preparados ou assumir voluntariamente uma situação de recuperação. Apenas 7% dos CEOs de sucesso frequentaram escolas da Ivy League — o que importa mais é a capacidade de decisão, adaptabilidade, confiabilidade e a habilidade de engajar e alinhar equipes.
Qual cargo do C-suite paga mais?
O CEO normalmente recebe a remuneração total mais alta. Em empresas do S&P 500, a remuneração total do CEO gira em torno de US$ 18,9 milhões, com mais de 65% vindo de ações (opções de ações e RSUs) em vez de salário em dinheiro. O CFO e o COO geralmente ganham os valores seguintes, em torno de 40% a 60% do salário do CEO.
Os VPs são considerados C-suite?
Não. Os Vice-presidentes (incluindo SVPs e EVPs) situam-se um nível abaixo dos executivos do C-suite na hierarquia corporativa. Os VPs geralmente se reportam a um executivo de nível C. O salto de VP para o C-suite é considerado uma das transições mais significativas em uma carreira corporativa.
Quem é o CEO que paga US$ 70 mil a todos?
Dan Price, ex-CEO da Gravity Payments, ganhou as manchetes em 2015 quando estabeleceu um salário mínimo de US$ 70.000 para todos os funcionários, enquanto cortava seu próprio salário de US$ 1,1 milhão para o mesmo valor. A empresa relatou que a receita triplicou e a rotatividade caiu pela metade. Price renunciou ao cargo de CEO em agosto de 2022.
Conclusão sobre Executivos de Nível C
Os hábitos que impulsionam o sucesso no C-suite não são segredos — são disciplinas que qualquer pessoa pode começar a construir hoje. Aqui estão as principais ações a serem tomadas:
- Desenhe sua Roda de Objetivos e use a técnica WOOP para definir metas que funcionem.
- Leia com intenção por pelo menos 10 minutos diariamente, focado em materiais que agucem seu pensamento.
- Aplique a Regra de Decisão de 70% para decisões reversíveis — a velocidade vence a perfeição.
- Busque novas perspectivas de pessoas com menos experiência que você.
- Proteja suas horas de pico para o seu trabalho cognitivo mais importante.
- Faça pausas de lazer a cada 90 minutos para recarregar a criatividade.
- Agende um Tempo para Pensar em seu calendário e defenda-o como uma reunião com seu CEO.
Escolha um hábito desta lista e implemente-o hoje. Não amanhã, não na próxima segunda-feira — hoje. A pesquisa é clara: os executivos que chegam ao C-suite não são aqueles que esperam até estarem prontos. São aqueles que começam antes de se sentirem preparados.