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Descubra como encontrar sua vocação criativa com estratégias baseadas na ciência de Chase Jarvis. Saiba por que todos são criativos e como construir uma prática diária.
O fotógrafo premiado e empreendedor Chase Jarvis construiu uma carreira fotografando campanhas para Nike, Apple e Red Bull. Mas sua ideia mais provocativa não tem nada a ver com câmeras: todos são criativos, e a maioria das pessoas foi convencida a parar de acreditar nisso. Seu livro best-seller Creative Calling apresenta uma estrutura para recuperar essa identidade criativa e usá-la para projetar uma vida mais gratificante.
Este artigo detalha as principais percepções de Jarvis, fundamenta-as com pesquisas e oferece passos práticos para você encontrar e seguir seu próprio chamado criativo.
O Que É um Chamado Criativo?
Um chamado criativo é o impulso interior em direção a uma expressão criativa significativa — o senso intuitivo de que você nasceu para criar algo. Chase Jarvis o define como a interseção de seus talentos únicos, paixões e o impacto que você deseja causar no mundo. Um chamado criativo não se limita às artes tradicionais como pintura ou música; ele pode se manifestar no empreendedorismo, na resolução de problemas, na culinária ou em qualquer domínio onde você dê vida a um pensamento original.
O problema? A maioria das pessoas nunca persegue o seu. Não porque lhes falte talento, mas porque, em algum momento do caminho, pararam de acreditar que eram criativas.
Por Que Você Parou de Acreditar que É Criativo
Chase Jarvis rastreia esse problema até um padrão específico: a rotulagem. Desde cedo, professores, pais e treinadores classificam as crianças em categorias — “o criativo”, “o atleta”, “o garoto da matemática”. Esses rótulos são bem-intencionados, mas se calcificam em identidade.
Jarvis viveu isso na pele. Na segunda série, ele fez seu primeiro filme com amigos da vizinhança — ele até vendeu doces na estreia. Mas ele também era um atleta talentoso, e seu professor recomendou que seus pais o orientassem para os esportes. Ele seguiu esse caminho por anos, ganhou uma bolsa de estudos de futebol e foi selecionado pelo time B do Seattle Sounders. Ele também integrou a equipe de desenvolvimento olímpico.1 Mas uma lesão devastadora no joelho e a sensação crescente de que o mundo do futebol “não o entusiasmava de verdade” forçaram um acerto de contas.
Depois de herdar câmeras de seu avô, Jarvis redescobriu a paixão criativa que havia sido deixada de lado por mais de uma década. Essa experiência tornou-se a base de sua filosofia: os rótulos que aceitamos na infância moldam nossa identidade adulta muito mais do que nossas habilidades reais.
Os rótulos que aceitamos na infância moldam nossa identidade adulta muito mais do que nossas habilidades reais.
A Ciência por Trás do Problema dos Rótulos
Esta não é apenas uma observação pessoal de Jarvis. A pesquisa da psicóloga Carol Dweck sobre mentalidade mostra que rótulos fixos — “você é criativo” ou “você não é criativo” — criam profecias autorrealizáveis. Quando as pessoas adotam uma mentalidade fixa sobre a criatividade, elas evitam as experiências de desafio que constroem a habilidade criativa. Elas interpretam a dificuldade como prova de que “não levam jeito”, em vez de uma parte normal do processo de aprendizado.2
A solução não é a afirmação positiva. É uma mudança dos rótulos de identidade para o elogio ao processo. Em vez de “Não sou uma pessoa criativa”, tente: “Ainda não construí uma prática criativa”.
Passo Prático: Escreva três rótulos que você recebeu quando criança (“o responsável”, “não artístico”, “o quieto”). Para cada um, pergunte: “Isso ainda é verdade ou eu apenas parei de questionar?”. Este exercício simples pode afrouxar o controle de suposições de décadas.
Todos São Criativos (e a Pesquisa Prova Isso)
A afirmação central de Jarvis — “A criatividade é o seu direito de nascença” — soa como clichê motivacional até você olhar para a neurociência.
Pesquisas publicadas na Frontiers in Human Neuroscience mostram que flutuações espontâneas na atividade neuronal em todo o córtex cerebral permitem uma busca semiconsciente e aleatória por soluções inovadoras. Este é um mecanismo cerebral universal presente em todos os seres humanos, não um dom especial reservado aos artistas.3
A revisão de pesquisas da Associação Americana de Psicologia sobre criatividade confirma que o pensamento criativo envolve todo o cérebro — desmistificando o mito do “lado direito do cérebro” — e opera por meio de interações dinâmicas entre a rede de modo padrão (imaginação e devaneio) e a rede de controle executivo (foco e avaliação).4
Seu cérebro está programado para a criatividade. As barreiras são ambientais e habituais, não biológicas.
O Estudo da NASA que Mudou Tudo
Na década de 1960, o Dr. George Land e a Dra. Beth Jarman desenvolveram um teste de pensamento divergente para a NASA identificar os engenheiros mais inovadores. Depois, aplicaram o mesmo teste em 1.600 crianças e as acompanharam por uma década.5
Os resultados foram impressionantes:
| Idade | Pontuação em Nível de “Gênio” para Pensamento Criativo |
|---|---|
| 5 anos | 98% |
| 10 anos | 30% |
| 15 anos | 12% |
| Adultos (média de 31 anos) | 2% |
A explicação de Land: as escolas ensinam as crianças a gerar ideias e julgá-las simultaneamente. Ele comparou isso a “dirigir um carro com um pé no acelerador e outro no freio”. As crianças aprendem a censurar ideias antes que elas estejam totalmente formadas e, com o tempo, param de gerar pensamentos ousados e originais.
A conclusão de Land: “O que estamos realmente fazendo é ensinar as crianças a não serem criativas”.6
98% das crianças de cinco anos pontuaram em nível de gênio para pensamento criativo. Na idade adulta, apenas 2% conseguiram.
A lição não é deprimente — é libertadora. O comportamento não criativo é aprendido, o que significa que pode ser desaprendido.
A Definição de Criatividade de Chase Jarvis (e Por Que Ela Importa)
Jarvis define criatividade desta forma: pegar duas ou mais coisas que anteriormente não andavam juntas e combiná-las de uma forma nova e útil.
Esta definição é deliberadamente ampla. A criatividade não está reservada para galerias e salas de concerto. Escolher alecrim em vez de manjericão para o jantar de hoje é criativo. Reestruturar a agenda de uma reunião para resolver um conflito de equipe é criativo. Decidir fazer um caminho diferente para casa e notar algo que você nunca viu é criativo.
A pesquisa apoia essa visão expansiva. O Modelo dos Quatro C de Criatividade, desenvolvido pelos psicólogos James Kaufman e Ronald Beghetto, mapeia a criatividade em quatro níveis:7
- Mini-C: Percepções e interpretações pessoais (“Acabei de perceber por que essa abordagem não estava funcionando”)
- Little-C: Criatividade cotidiana (cozinhar, decorar, resolver problemas no trabalho)
- Pro-C: Experiência criativa de nível profissional
- Big-C: Inovação lendária que muda o campo de atuação
A maioria das pessoas fixa-se na criatividade Big-C e conclui que não se qualifica. Mas a criatividade Mini-C e Little-C acontece dezenas de vezes por dia. Reconhecê-las é o primeiro passo para construir uma identidade criativa.
Passo Prático: Por uma semana, mantenha um “Registro de Escolhas Criativas”. Ao final de cada dia, anote três decisões em que você combinou ideias, resolveu um problema de uma maneira nova ou escolheu algo diferente do seu padrão. Você ficará surpreso com o quão criativa sua vida comum já é.
O Framework IDEA: 4 Passos para Encontrar Seu Chamado Criativo
Em Creative Calling, Jarvis descreve uma estrutura de quatro passos chamada IDEA. Veja como aplicar cada passo:
Passo 1: Imaginar (Imagine)
Visualize o que você deseja criar sem julgamento ou limitação. Jarvis chama isso de ouvir seu “chamado criativo” — o sinal interno silencioso que aponta para o que importa para você.
O desafio prático: a maioria das pessoas passou tanto tempo ignorando sua intuição que não consegue mais ouvi-la. Jarvis sugere começar com o que atraía você quando criança, antes que os rótulos se instalassem.
Como fazer:
- Ajuste um cronômetro para 10 minutos. Escreva livremente sobre o que você criaria se dinheiro, tempo e a opinião de outras pessoas fossem irrelevantes.
- Observe quais ideias lhe dão energia (mesmo que seja uma energia nervosa) versus quais parecem obrigatórias.
- Procure padrões em várias sessões. Seu chamado criativo geralmente se esconde em temas recorrentes.
Dica Profissional: Jarvis enfatiza que sua intuição — “aquela voz suave que fomos ensinados a ignorar” — é seu recurso criativo mais poderoso. O objetivo não é encontrar a resposta “certa”. É reconectar-se com o sinal.
Passo 2: Desenhar (Design)
Construa um sistema que apoie sua visão criativa. Ambição sem estrutura é apenas devaneio.
Isso significa agendar um “tempo de estúdio” dedicado (mesmo que 15 minutos contem), remover o atrito do seu processo criativo e projetar seu ambiente para apoiar o trabalho.
Como fazer:
- Reserve de 15 a 30 minutos de tempo criativo diário em seu calendário. Trate-o como uma reunião que você não pode cancelar.
- Prepare seus materiais na noite anterior (abra o documento, separe o caderno de esboços, prepare a playlist).
- Conte a uma pessoa sobre seu projeto criativo. A responsabilidade social aumenta a continuidade.
Passo 3: Executar (Execute)
Tome medidas consistentes, especialmente quando não se sentir inspirado. Jarvis diz sem rodeios: “Você tem que praticar o verbo para se tornar o substantivo”. Você não espera se sentir um escritor antes de escrever. Você escreve e, com o tempo, torna-se um escritor.
É aqui que a maioria das pessoas trava. Elas esperam pela motivação, pela ideia perfeita, pela permissão. A resposta de Jarvis: “Criadores criam. Ação é identidade. Você se torna o que você faz”.
Como fazer:
- Use o Início de Dois Minutos: comprometa-se com apenas 2 minutos de trabalho criativo. Depois de começar, o impulso geralmente o leva adiante.
- Separe o brainstorming da edição. Gere ideias primeiro (pensamento divergente) e depois avalie-as (pensamento convergente). Isso aborda diretamente o problema do “acelerador e freio” de Land.
- Acompanhe sua sequência. Uma pesquisa da Dra. Phillippa Lally, da University College London, descobriu que leva em média 66 dias para um novo comportamento se tornar automático — e perder um único dia não prejudica o progresso.8 A consistência importa mais do que a perfeição.
Você não espera se sentir um escritor antes de escrever. Você escreve e, com o tempo, torna-se um escritor.
Passo 4: Amplificar (Amplify)
Compartilhe seu trabalho e encontre sua comunidade criativa. Jarvis chama isso de encontrar sua “tribo”, e a pesquisa confirma que isso importa.
Um estudo publicado no PMC descobriu que o apoio social percebido causa maior criatividade — não apenas se correlaciona com ela. Os participantes que se sentiram socialmente apoiados mostraram pontuações de pensamento divergente significativamente mais altas e maior autoeficácia criativa.9
Como fazer:
- Compartilhe uma peça de trabalho criativo esta semana, mesmo que esteja inacabada. Poste um esboço, leia um parágrafo em voz alta para um amigo ou compartilhe uma receita que você improvisou.
- Junte se a um grupo criativo (online ou local) onde a norma seja o incentivo, não a crítica. O conselho de Jarvis: “Profissionais de alto nível trabalham com profissionais de alto nível. A melhor maneira de elevar seu próprio nível é elevar o nível da equipe ao seu redor”.
- Peça feedback específico, não aprovação geral. “Qual parte ressoou com você?” é mais útil do que “Você gostou?”.
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Criatividade É um Hábito, Não um Talento
Um dos reenquadramentos mais importantes de Jarvis: a criatividade é uma prática, não um traço de personalidade. Você a constrói através da repetição, não da revelação.
A ciência apoia isso poderosamente. Um estudo de Conner, DeYoung e Silvia, publicado no The Journal of Positive Psychology, acompanhou 658 pessoas durante 13 dias e descobriu que o envolvimento em atividades criativas cotidianas — cozinhar, escrever, desenhar, tocar música — previa maior bem-estar e entusiasmo no dia seguinte.10
Ainda mais impressionante: isso criou uma “espiral ascendente”. A atividade criativa no Dia 1 aumentou o bem-estar no Dia 2, o que tornou as pessoas mais propensas a serem criativas no Dia 2, o que impulsionou o Dia 3, e assim por diante. Pequenas ações diárias criam resultados desproporcionais ao longo do tempo.
Os pesquisadores descobriram que esse benefício não se limitava a pessoas que pontuavam alto em abertura a experiências. Todos que se envolveram em atividades criativas obtiveram o aumento no bem-estar — independentemente de se considerarem “criativos”.
Passo Prático: Use o Efeito Composto da Criatividade. Escolha um pequeno ato criativo que você possa fazer diariamente pelas próximas duas semanas: desenhar por 5 minutos, escrever três frases de ficção, cozinhar uma refeição sem receita ou reorganizar algo em seu espaço de trabalho. Defina um lembrete no celular. Após 14 dias, observe como sua relação com a criatividade mudou.
Como a Agência Criativa se Constrói ao Longo do Tempo
A percepção de Jarvis — de que abraçar a criatividade lhe dá um senso de agência sobre sua vida — é apoiada pela Teoria da Autodeterminação (SDT), uma das estruturas mais bem fundamentadas da psicologia. A SDT identifica a autonomia (a sensação de controle genuíno sobre suas ações) como uma das três necessidades psicológicas básicas. Quando as pessoas se sentem autônomas, demonstram maior engajamento criativo e trabalho de maior qualidade.11
Mas aqui está a nuance: isso não acontece da noite para o dia. Você não cozinha uma refeição aventureira e de repente se sente no controle de toda a sua vida. A agência criativa constrói-se gradualmente através do que os pesquisadores chamam de autoeficácia criativa — sua crença em sua própria capacidade de produzir resultados criativos.
Cada pequena escolha criativa (tentar uma nova receita, resolver um problema de forma diferente no trabalho, escrever um poema) fortalece ligeiramente essa crença. Ao longo de semanas e meses, essas microescolhas se compõem em uma relação fundamentalmente diferente com seu próprio potencial. A criatividade Mini-C evolui para Little-C e, para alguns, eventualmente para Pro-C.
A chave: comece a notar as escolhas criativas que você já está fazendo. A consciência precede o crescimento.
Cada pequena escolha criativa fortalece sua crença em sua própria capacidade — e, com o tempo, essas microescolhas se compõem em uma relação fundamentalmente diferente com seu potencial.
Características de Pessoas Criativas
A pesquisa identifica vários traços que distinguem indivíduos altamente criativos — e todos eles podem ser desenvolvidos:4
- Abertura à experiência: O preditor de personalidade individual mais forte da criatividade. Pessoas criativas buscam ativamente novas ideias, perspectivas e experiências sensoriais.
- Tolerância à ambiguidade: Conforto em lidar com a incerteza em vez de correr para uma resposta “certa”.
- Disposição para correr riscos: Não imprudência, mas o hábito de tentar coisas que podem não funcionar.
- Flexibilidade cognitiva: A capacidade de alternar entre diferentes perspectivas e abordagens.
- Curiosidade infantil: Um interesse genuíno em como as coisas funcionam e por que as coisas são como são.
- Persistência através do fracasso: Uma pesquisa com 143 pesquisadores de criatividade identificou a perseverança e a resiliência como o ingrediente número um para a realização criativa.2
Nenhum desses são traços fixos que você tem ou não tem. Cada um deles é um comportamento que você pode praticar.
Sobre Chase Jarvis
Chase Jarvis é um fotógrafo, diretor e empreendedor premiado. Ele criou campanhas para Nike, Apple, Microsoft, Google e Red Bull. Seu documentário Portrait of a City recebeu uma indicação ao Emmy em 2014.12 Ele cofundou a CreativeLive em 2010, uma plataforma de educação online que atendeu mais de dez milhões de alunos aprendendo fotografia, design, negócios e outras habilidades criativas.13 Seu livro Creative Calling (2019) tornou-se um best-seller do Wall Street Journal, Los Angeles Times e Publishers Weekly, com endossos de Brené Brown e Seth Godin.14 Seu livro mais recente, Never Play It Safe, foi publicado em 2024.
Perguntas Frequentes
Como você encontra seu chamado criativo?
A pesquisa sugere um caminho de três estágios: primeiro, exponha-se a influências variadas e observe o que ressoa profundamente (absorção). Segundo, aprenda modelando os outros e descobrindo onde você naturalmente difere de suas influências (imitação). Terceiro, incline-se para o seu estilo único que surge quando suas imitações divergem (divergência). O framework IDEA de Chase Jarvis — Imaginar, Desenhar, Executar, Amplificar — fornece uma abordagem estruturada para trabalhar esses estágios.
Quais são os 7 C’s da criatividade?
Desenvolvido pelo pesquisador Todd Lubart em 2017, os 7 C’s são: Criadores (o indivíduo), Criar (o processo), Colaborações (interação social), Contextos (ambiente), Criações (o produto), Consumo (como o trabalho é recebido) e Currículos (como a criatividade é ensinada). Esta estrutura moderniza o modelo clássico dos “4 P’s” ao contabilizar as dimensões sociais e educacionais da criatividade.
Quais são as características de uma pessoa criativa?
A pesquisa identifica a abertura à experiência como o preditor mais forte, seguida pela flexibilidade cognitiva, tolerância à ambiguidade, disposição para correr riscos, persistência através do fracasso e curiosidade infantil. Uma pesquisa com 143 pesquisadores de criatividade classificou a perseverança e a resiliência como o principal ingrediente para a realização criativa. Todos esses traços podem ser desenvolvidos através da prática deliberada.
A criatividade é uma habilidade ou um talento?
A pesquisa em neurociência mostra que todos os cérebros humanos possuem os mecanismos neurais para o pensamento criativo — não é um dom raro. A criatividade funciona mais como um hábito do que como uma habilidade fixa. Quanto mais você pratica gerar ideias, combinar conceitos e experimentar novas abordagens, mais forte se torna sua capacidade criativa. O estudo da NASA de George Land descobriu que 98% das crianças de cinco anos pontuaram em nível de gênio para o pensamento divergente, sugerindo que a capacidade criativa é inata, mas muitas vezes suprimida pela educação e pelo condicionamento social.
Quais são os quatro pilares principais da criatividade?
A estrutura mais amplamente reconhecida são os 4 P’s de Mel Rhodes (1961): Pessoa (traços individuais e mentalidade), Processo (os estágios mentais da criação), Pressão/Ambiente (arredores que fomentam ou sufocam a criatividade) e Produto (o resultado criativo em si). Uma alternativa é o Modelo dos Quatro C de Kaufman e Beghetto, que mapeia a criatividade em quatro níveis: Mini-C (percepções pessoais), Little-C (criatividade cotidiana), Pro-C (experiência profissional) e Big-C (inovação lendária).
Lição de Creative Calling
A mensagem central de Chase Jarvis é apoiada por décadas de pesquisa: a criatividade não é um traço reservado para artistas e músicos. É uma capacidade humana universal que a maioria das pessoas foi condicionada a ignorar. Veja como recuperá-la:
- Identifique seus rótulos. Escreva os rótulos de identidade que você recebeu quando criança e questione se eles ainda lhe servem.
- Redefina a criatividade de forma ampla. Comece a notar as escolhas criativas Mini-C e Little-C que você faz todos os dias — desde a resolução de problemas no trabalho até a improvisação do jantar.
- Use o framework IDEA. Imagine o que você criaria sem restrições, Desenhe um sistema diário para apoiá-lo, Execute consistentemente (mesmo que por apenas 2 minutos) e Amplifique compartilhando seu trabalho e encontrando sua comunidade criativa.
- Construa o hábito. Escolha um pequeno ato criativo diário e comprometa-se com ele por 66 dias. A pesquisa mostra que a espiral ascendente de criatividade e bem-estar surge rapidamente.
- Separe o brainstorming do julgamento. Ao gerar ideias, desligue completamente seu crítico interno. Avalie mais tarde. Essa única mudança aborda a principal razão pela qual os adultos pontuam muito menos em testes de pensamento criativo do que as crianças.
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