Por que eu não tenho amigos? Abandone os sonhos da TV com esta dica para construir laços reais
Eu cresci assistindo Friends. Eu me apaixonei por Chandler Bing e torci por Ross e Rachel. Chorei quando Phoebe perdeu seu gato. Mal podia esperar pelo dia em que teria meu próprio Central Perk, onde meu grupo unido de amigos relaxaria em um sofá laranja estofado por horas, apenas conversando e provocando uns aos outros.
Eu esperei. E esperei. E esperei.
Eventualmente, assisti Sex and the City, New Girl, How I Met Your Mother e The Big Bang Theory e ainda me perguntava — onde está o meu Schmidt? Por que não tenho um bar local que serve bebidas ilimitadas sem ter que pagar e que tem garçons espirituosos? Onde está o meu quarteto de mulheres ricas que têm os empregos mais legais, os apartamentos mais incríveis em uma das cidades mais legais do mundo?
Eu presumi que parte da vida adulta era ganhar automaticamente o grupo perfeito de amigos.
A Promessa
Um grupo de amigos muito atraente, misto, que morava no mesmo quarteirão, saía todas as noites e fazia piadas extremamente engraçadas de improviso. Ah, e alguns deles ficam uns com os outros de vez em quando.
Mas adivinhe só? Isso não era uma promessa. Isso era televisão.
- Sex and the City não é uma promessa, é entretenimento.
- Friends não era um vislumbre do futuro, era um ideal.
- New Girl não é como as amizades adultas funcionam, é apenas uma sitcom.
Mas isso mexe com nossas cabeças e nossas amizades. Recentemente, eu estava conversando com um grande amigo meu que estava um pouco deprimido. Deixe-me preparar o cenário: este é um dos indivíduos mais simpáticos, populares e extrovertidos que conheço. Ele tem uma vida social muito ativa, é bonito e é bem visto no trabalho. Foi assim que a conversa fluiu:
- Ele: Sinto que não tenho amigos.
- Eu: Mas você tem toneladas de amigos! Você está constantemente saindo por aí.
- Ele: Sim, mas não tenho um grupo misto de amigos. Sabe, como homens e mulheres que saem juntos em bares locais, estão em grupos de mensagens, namoram e fazem festas de fim de ano.
- Eu: Você quer dizer que não tem um grupo de amigos como o da série Friends?
- Ele: Acho que sim, é.
Nós esperávamos o grupo de Friends. Estávamos empolgados pelo grupo de Friends. E, se não o temos, sentimos que estamos perdendo algo e que há algo de errado conosco.
Recebemos centenas de e-mails em nosso laboratório de pesquisa de comportamento humano fazendo esta pergunta:
Qual é a sua maior dificuldade com as pessoas?
Pelo menos um terço dessas respostas tem a ver com o mito da amizade adulta — não apenas o quão difícil é fazer amigos, mas também o quão perturbador é não ter o que pensamos que deveríamos ter. É uma versão disso:
Se eu não tiver aquele grupo perfeito de Friends, não sou bom o suficiente ou minha vida adulta não está completa.
Aqui está o ponto: Se você tiver a sorte de ter um grupo de amigos como Chandler, Joey, Ross, Rachel, Monica e Phoebe, você faz parte de uma minoria rara e deve valorizá-los com sua vida. Mas se não tiver, você não é anormal. Você não é carente. Você não é estranho. E não há nada faltando em você.
Eu tenho um grupo de amigos muito próximos e temos que TRABALHAR para nos vermos uma vez por semana ou uma vez a cada duas semanas. Trocamos mensagens em grupo e comemoramos aniversários, mas leva meses para agendar as coisas no calendário. E quer saber? Acho que isso é uma grande vitória. Eu cortejo meus amigos como se fossem namorados e existe uma ciência para as amizades adultas que nunca nos ensinaram.
Pare de Perseguir Fantasmas da TV e Construa Laços Reais
Alguém que se pergunta “por que não tenho amigos” pode abandonar a fantasia da sitcom e forjar conexões reais com um plano prático e direto ao ponto. Passo um: eles auditam sua semana — analisam seu calendário, identificam as lacunas (terças à noite, domingos de manhã) e escolhem um horário para assumir, como “café às 10h”.
Passo dois: eles entram em contato com uma pessoa — não um grupo instável — que já está em sua órbita (colega de trabalho, parceiro de academia) com uma mensagem: “Ei, livre no domingo? O café é por minha conta se você me contar sua pior história de trabalho.” Nada de bobagens vagas como “deveríamos sair” — detalhes concretizam o plano. Movimento real: um solitário mandou mensagem para um vizinho: “Caminhão de taco, 18h, você topa?” — agora eles têm um compromisso fixo às terças.
Passo três: eles aparecem, sem celular, e fazem uma pergunta inusitada — “Já deu ghosting em alguém?” — para pular a conversa fiada e ir direto ao que interessa. Eles acompanham isso — três encontros, uma pessoa, um mês — e ajustam se não funcionar (trocam o café por cerveja). Não se trata de uma equipe de “Friends”; trata-se de consolidar um vínculo sólido primeiro. Eles vão parar de ansiar por uma gangue de sofá falsa e cultivar uma real, lenta e firmemente.
Aqui estão os meus desejos:
- Não desvalorize suas amizades porque você as está comparando com personagens fictícios da TV.
- Não tenha expectativas irreais sobre sua vida social.
- Vamos entender que a amizade entre adultos dá trabalho, e tudo bem.
E, finalmente, aprecie os amigos que você tem. Valorize-os. Acumule-os. Trabalhe neles. Amizades são presentes, não garantias.
Em Amizade,
Vanessa
PS- Você está pronto para fortalecer suas amizades? Veja como: