Neste artigo
Domine a construção de relacionamentos profissionais com 5 passos fundamentais. Impulsione suas conexões de carreira agora.
Neste episódio da nossa série World’s Most Interesting People, sentei-me com Rand Fishkin.
Rand é o fundador do SparkToro.com, Moz e Inbound.org.
Ele também é o autor de Lost and Founder: A Painfully Honest Field Guide to the Startup World.
Conheça Rand
Rand tem uma excelente visão não apenas sobre as melhores práticas de negócios, mas também sobre o negócio de construir relacionamentos profissionais.
Você é mais uma pessoa técnica ou mais uma pessoa de pessoas, ou algo entre os dois?
Rand respondeu: “Sou mais uma pessoa de pessoas, e é um pouco estranho dizer isso, pois também sou muito introvertido”.
Acho essa combinação de pessoa de pessoas + introvertido incrivelmente única. Alguns dos meus amigos introvertidos até desenvolveram sistemas, rotinas e métodos para organizar suas amizades e relacionamentos para apoiar essa combinação interessante.
Isso soa como você? Você tem um sistema de amizade?
Rand não tem um sistema específico em vigor, mas ele tem um credo para todas as suas interações:
Não faço distinção entre amizade profissional e amizade pessoal. Se eu tenho carinho por você profissionalmente, tenho carinho por você pessoalmente.
Rand Fishkin
Cultura e Valores
Vamos falar de cultura. Na Moz, Rand tinha um conjunto de seis valores que chamou de TAGFEE – transparência, autenticidade, generosidade, diversão, empatia e a exceção (transparency, authenticity, generosity, fun, empathy, and the exception).
Quão importantes são os princípios orientadores? Como você sabe quando precisa deles?
De acordo com Rand, as pessoas em uma equipe precisam compartilhar certos atributos para que sintam um senso de alinhamento e um curso direcional semelhante dentro do negócio. Há muitas forças que potencialmente podem separar uma equipe — seja você uma startup tentando decolar ou um novo negócio que recebeu financiamento recentemente.
Quando há águas turvas, desacordo ou até mesmo caos dentro de um negócio, uma equipe sempre pode voltar aos seus valores fundamentais. Para Rand, isso é um aceno à abertura e autenticidade, para que ele possa ser transparente com sua equipe. Ele se esforça para ser a mesma pessoa em casa, no trabalho, no bar — sem necessidade de máscara.
Passo de Ação: Quais são os seus valores? Como você quer que sua equipe se apresente? Você deve ter o autoconhecimento para saber quais são seus valores e buscar pessoas para sua equipe que também compartilhem os mesmos valores.
Em Lost and Founder, Rand descreve perguntas específicas para ajudá-lo a identificar os valores da sua equipe. Tente estas com sua equipe:
- Quais traços e comportamentos devem ser reconhecidos e recompensados em nossos funcionários? Quais devem ser desencorajados?
Descubra seus valores, escreva-os, codifique-os, compartilhe-os com sua equipe, transmita-os e, em seguida, certifique-se de que está consistentemente apoiando-os e endossando-os com suas ações.
Rand Fishkin
Pense nessas respostas como seus limites profissionais inegociáveis (deal-breakers). Isso pode envolver questões de prazos, questões culturais ou questões de comprometimento.
- Qual é a sua forma preferida de comunicação e por quê?
Por que isso é tão importante para uma equipe?
Rand nos lembra que há uma ampla gama de opções de comunicação, especialmente em organizações tecnologicamente avançadas, como a plataforma baseada em chat Slack. Ou em indústrias dominadas por vendas, o telefone pode reinar supremo. Ou em outros casos, a comunicação principal acontece principalmente pessoalmente ou por e-mail.
Passo de Ação: Recrute e treine pessoas no seu meio de comunicação preferido. Remova o atrito de múltiplos métodos de comunicação decidindo por aquele que é melhor para sua equipe. E pergunte cedo! Pergunte aos entrevistados seu método preferido, pergunte em reuniões iniciais. Pergunte aos novos funcionários: “Em um conflito, qual é o seu método preferido de comunicação?”
Bônus: Como a personalidade da sua equipe se encaixa nos métodos de comunicação? Frequentemente, extrovertidos, introvertidos e ambivertidos têm preferências diferentes de check-in. Peça à sua equipe para fazer nosso teste de personalidade oficial.
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Competência vs. Ajuste Cultural
Rand compartilhou uma visão sobre a dicotomia entre competência e cultura. Você pode ter alguém em sua equipe que é um ajuste cultural incrível — eles compartilham os valores e crenças fundamentais da equipe, são uma combinação perfeita no estilo de comunicação, concordam com os limites profissionais inegociáveis, mas sua produção de trabalho — seja a qualidade ou a quantidade — está com dificuldades.
Ou você tem o problema oposto:
Um membro da equipe tem uma produção de trabalho impressionante e é fantasticamente talentoso em uma área técnica, mas há um ajuste cultural ruim — eles podem antagonizar colegas ou são geralmente difíceis de trabalhar. Rand chama esses indivíduos de desajustes culturais (culture misfits).
O problema: Muitas organizações tendem a apoiar, promover e incentivar o trabalhador competente em oposição ao trabalhador cultural.
Uma pesquisa interna no Google descobriu que “quem está em uma equipe importa menos do que como os membros da equipe interagem, estruturam seu trabalho e veem suas contribuições”.
As habilidades interpessoais são tão importantes (e às vezes mais importantes) quanto as habilidades técnicas. Normalmente, há uma ênfase enorme em melhorar a parte da competência do quebra-cabeça para o avanço na carreira — mais conferências, mais certificações, mais diplomas. Como profissionais, também precisamos considerar a parte da cultura — como dominar sua comunicação, como trabalhar com pessoas, como alavancar seus relacionamentos.
Passo de Ação: Se você é um gestor, tente identificar cedo alguém que tenha tendências de desajuste cultural e dê orientações. Trabalhe ativamente com eles para dizer: “Seu trabalho é bom, mas isso não é bom o suficiente”. Compartilhe o estudo da equipe do Google mencionado acima e deixe-os analisar os dados. Isso ajudará a mostrar às pessoas técnicas da sua equipe os benefícios e a importância de um bom ajuste cultural.
Para as pessoas no outro quadrante (alto ajuste cultural, baixa produção de trabalho), esta é uma oportunidade de aproveitar a mentoria para atualizar a competência desse membro da equipe.
É muito mais fácil melhorar a qualidade e a quantidade da produção de trabalho do que melhorar o ajuste cultural.
Rand Fishkin
Mande uma Mensagem, Não um Fardo
Fortes laços profissionais crescem a partir de pequenos e fáceis contatos — veja como mantê-los leves e duradouros:
- Envie um Rápido Aceno: Envie um e-mail ou texto de duas linhas — como “Adorei sua visão sobre aquele projeto, me fez pensar!”
- Pule o Pedido: Não faça propostas nem pressione — apenas compartilhe um pensamento.
- Torne a Vitória Deles: Relacione a algo que lhes interesse — “Seu truque na planilha salvou meu dia”.
- Dê Espaço: Entre em contato uma vez por mês, não diariamente — mantém a relação renovada.
Tente esta semana: envie um curto “Seu último e-mail me fez rir muito” para alguém — leva 10 segundos.
Vamos encerrar!
Aqui está o que você pode fazer com sua equipe agora mesmo:
- Faça as perguntas certas baseadas em valores
- Determine seus limites profissionais inegociáveis
- Alinhe os métodos de comunicação
- Use o ajuste de competência/cultural para fazer mudanças
Você pode acompanhar a jornada de Rand em SparkToro.com ou no Twitter.